quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Futuro do Futebol não interessa?!

Embora os media desportivos não prestem muita atenção, está a decorrer mais uma edição do Congresso "The Future of Football", evento organizado pelo Sporting. É curioso como os paladinos das "verdades" e os eternos "preocupados" com a vitalidade do nosso desporto-rei, conseguem passar completamente à margem deste acontecimento. Este comportamento não é inocente. Colocar o Sporting como o único clube em Portugal interessado em discutir o futuro do futebol dói que se farta aos que passam o ano inteiro atrás de um retrato de um clube falido e de um presidente errático.

É claro que se fossem outras cores mais avermelhadas a patrocinar tal certame, seria um megafestival de elogios e lambebotice rasca e fácil ao "Estadista". Não faltaria um autêntico rodízio de links, directos, referências directas e indirectas colocando o Benfica no altar da ciência do desporto e na pioneira atitude de dar espaço ao debate sobre a indústria.

Mas não. Não tendo tons de vermelho, ignora-se o valor do diálogo e dá-se o mínimo de cobertura possível. A abertura do restaurante de Schelotto na Expo tem mais destaque, é mais relevante que um evento com um painel de convidados de excelência predispostos a partilhar as suas visões e preocupações sobre o amanhã do futebol mundial. Não é apenas ridículo. É um crime que lesa o verdadeiro significado de ser jornalista. Nada de novo? Sim, nada de novo. Ainda assim é grave e merece a reflexão dos adeptos.

Até que ponto os jornais desportivos, as secções de desporto das rádios, as direcções de informação das tv´s querem fazer parte, querem contribuir para a evolução do adepto e do desporto português? Até que ponto este pântano de agressões verbais e físicas não lhes é mais conveniente? Até que ponto não são parte promotora do mau estado do nosso desporto-rei e talvez os únicos que lucrem directamente com isso?

Eu sei a resposta. Penso que todos vocês também saibam. E isso deve ajudar-nos a todos a escolher melhor onde devemos procurar a nossa informação desportiva. Deve ajudar-nos a decidir quais os negócios que queremos "financiar" como consumidores.

SL

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Insustentável

Ouvia até à última semana muita gente afirmar que "só morrendo alguém" é que as entidades (FPF e Liga) iam intervir no estado absolutamente caótico em que se encontra o futebol português. Pois bem, isso aconteceu mesmo e na pior forma possível. Segundo todas as notícias, um adepto benfiquista (ou mais) voluntariamente e intencionalmente tirou a vida a outro adepto que estaria acompanhado por membros da Juve Leo.

É discutível que as razões que levaram a este crime tenham motivações apenas clubísticas, mas o enquadramento é totalmente ligado ao futebol e à rivalidade entre os clubes de Lisboa. E então o que fez a Liga e a FPF, o que fez a tutela do Governo? Nada. Aguardam serenamente que o tema saia da opinião pública enquanto se escondem por detrás das investigações criminais e judiciárias. E a matéria desportiva? Ah...deixem-me adivinhar...a vítima era um arruaceiro, nem sequer era português e estava mesma a pedi-las. Pois...

Parece que agora as vítimas são classificadas, o crime é desculpabilizado e o culpado, o assassino, é deixado à solta ou "procurado". Tanto Sporting, como principalmente o Benfica (que nem sequer tem claques oficializadas - apesar de receberem todos os previlégios de tal estatuto) estão a passar ao lado da responsabilidade desportiva...e têm-na. Não tenho dúvidas nenhumas que merecem castigos, tal como não tenho dúvidas nenhumas que não os recebem para quem ninguém vá ao centro da questão: quem são os responsáveis por este clima e como podem as entidades responsáveis acabar ou sequer minorar o problema?

É que na raiz desta situação está um polvo. bem orquestrado, bem pago e instruído directamente pela direcção do Benfica para agir como criador de polémicas, insultos, acusações sucessivas e desinformação. Tudo o que o desporto não devia ter ou patrocinar. No âmago da problemática está o modus operandi de um presidente que descobriu que montar uma mafia dentro do centro de poder de um clube de futebol passa impune, passa como competência, passa como virtude de gestão. E não é. É apenas banditismo, seja ele na forma de claques patrocinada, mediáticos opinadores, árbitros que devem favores e gratidão, dirigentes avençados dentro da FPF ou Liga ou mesmo altas patentes na PJ e PSP.

Como é que o polvo se vai castigar os seus próprios tentáculos?

SL

P.S.- Já tinha visto quase tudo até que vi João Gabriel (ah e tal, não tem cargo no Benfica...pois é) a atacar o Presidente da Liga. O modo das claques não legalizadas é muito semelhante aos opinadores não cartilhados e aos cães de fila não avençados. É tudo pago, é tudo orquestrado, mas não é "oficial". Logo não pode ser responsabilizado. Chama-se a isto "marginalidade".


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fim ou início?

Este empate marca o final desta época para o Sporting. Não sendo trágica, também não é satisfatória. Bem longe disso. Face ao investimento realizado só podemos classificar este ano como...insatisfatório e olhando para o que os nossos rivais fizeram, só posso pensar que foi uma pena termos ficado tão longe do que fomos capazes de fazer na temporada anterior. Nem Porto, nem Benfica, foram super-equipas. Nem de perto, nem de longe.

O jogo de Sábado esclareceu ainda mais uma coisa: ainda falta à equipa actual argumentos para se impor. Ainda faltam soluções que não existem e ou as encontramos ou as construímos, mas não vale a pena fingir que as temos. As laterais precisam de profunda revisão e a fase de construção do ataque emperra mais vezes do que o ideal. Culpar os avançados é só identificar metade do problema. A William e Adrien faltou muitas vezes o terceiro elemento. Faltou toda a época.

Espero sinceramente que principalmente JJ e BdC entendam onde se errou esta época e preparem muito melhor o próximo plantel. Que não se deixem com a ilusão que contratar meia-dúzia de brasileiros e argentinos resolverá o problema de raiz desta equipa...que é de articulação de movimentações e não de fraca valia dos atletas. Sim, os laterais podem e devem dar mais soluções, mas regra geral não vejo este elenco como tão fraco como muitos reclamam. 

Última nota: Podence, Geraldes, Iuri, Palhinha, Semedo e outros valem todo o esforço que JJ empreender na sua integração no plantel e no onze. Espero que, mais uma vez, não se adiem as esperanças em prol de umas quimeras que depois esbarram na realidade.

SL

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Repor verdade

O que vale um derby quando estamos a 5 pontos do 2º lugar e a 8 do 1º? Para mim, vale muito. Pode não servir para mais do que encurtar distâncias para o líder da tabela, mas essa também se torna importante para devolver alguma verdade aos números desta época. Não vejo o Sporting inferior aos seus rivais. Não tem um plantel inferior, não tem um treinador mais limitado, não tem uma massa adepta que lhe impeça de fazer uma temporada super-suportada nas bancadas.

O que faltou ao Sporting para estar a par e passo dos seus competidores ao título foi pouco, mas foi decisivo. Algum desnorte na construção do plantel (com apostas em jogadores que foram pensados como decisivos e não justificaram esse estatuto), alguma falta de concentração em jogos de vitória obrigatória e como não podia deixar de ser os habituais erros de arbitragem absurdos (empate em Guimarães, empate no Nacional, derrota na Luz, etc). A equipa abanou bastante e embora nunca tenha caído em nenhum precipício, deixou-se afundar num marasmo exibicional que a distanciou da forma da época passada. O verniz entre o treinador e alguns jogadores ameaçou estalar, mas o ponto de ordem foi feito, pena que tarde demais para recuperar o tempo perdido.

Mas 8 pontos de distância não espelha minimamente a diferença (se é que existe) entre Benfica e Sporting e é isso que a nossa equipa tem de demonstrar no Sábado. Uma vitória, mais do que devolver esperança (5 pontos a tão poucos jogos do fim é uma distância enorme) devolverá a confiança aos jogadores, adeptos e treinador, a confiança de que evitando alguns dos erros cometidos este ano, estaremos em plenas condições de voltar a estar noutro patamar na próxima temporada. A questão da arbitragem será mais complexa e exigirá uma concertação de factores que não controlamos.

SL

PS - Ah...e na verdade estou-me a cagar para quem ganha o título.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os putos não ganham títulos

A frase do título já foi amplamente discutida e é mesmo a opinião de muitos adeptos (e não só) do futebol cá do burgo. Devo dizer que acho a frase (ou o seu contrário) um preconceito absolutamente estúpido. Primeiro porque a idade de um jogador é só um dos seus atributos e nem é especialmente relevante. Há jogadores com 24 anos com bastante mais maturidade do que veteranos de 34, já que nem sempre os jogadores sabem acumular a experiência da mesma forma e existem jovens que precocemente desenvolvem comportamentos inatos que os levam a superar a normal "falta de jogo" em competições de alto nível.

Aliás cada vez mais um jogador de 34 anos pode conseguir performances atléticas comparáveis a atletas 10 anos mais jovens, variando sim no tempo de recuperação que será obrigatoriamente mais longo. O dogma da idade é acima de tudo um arquétipo desusado que cada vez mais se prova inútil e até limitativo da forma como se olham os jogadores e as equipas. Ao ver o Mónaco ou o Leipzig jogar entendemos facilmente que é preferível ter uma formação de média de idades bastante baixa e muito talento a ter uma média de idades mais elevada, muito mais experiente, mas menos talentosa. O diferencial é o talento e não a idade.

O que devemos cada vez mais considerar como fulcral nestas análises é o factor "momento". Qual é o momento do atleta? Está confiante, sem lesões, confia no treinador, encaixa-se bem no onze, desenvolve bem o plano de jogo, está adaptado à língua e ao estilo de jogo da competição, está confortável com os objectivos do clube? O momento é tudo isto e muito mais, mas é neste círculo de dados que devemos posicionar considerações ou comparações. Num dado momento o jogador A pode estar mais apto que um jogador B, por qualquer das razões acima descritas, mas nunca por ser mais novo ou mais velho.

Convém até desmistificar a ideia de progressão linear na carreira dos jogadores de futebol. De ano para ano, os jogadores não evoluem de forma automática, evoluem conforme as suas experiências de jogo. Podem até regredir se jogarem pouco, se jogarem mal, se tiverem lesões graves, se a equipa tiver pretações bastante abaixo das suas metas. Lembro-me facilmente de jogadores que eram bem melhores aos 21 ou 22 anos do que aos 27 ou 28 anos.

Os putos ganham efectivamente títulos. Especialmente os bons.

SL

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dios nos livre

Teo de volta? Ele diz que sim. Eu desejava que não, mas parece-me que com a idade com o rapaz já tem e com mais uma época para esquecer a nível disciplinar e exibicional...provavelmente é o desejo do Colombiano que vai ser cumprido e não o meu.

Ainda assim, tenho a esperança que exista algum clube chinês ou arábico que tenha uns cobres para levar este jogador, sendo que para ele, deve ser já igual ao litro competir em Portugal ou noutro país qualquer.

Não me entendam mal, gosto do Teo como jogador...acho mesmo que quando se resolve a jogar à bola e a entregar-se à sua actividade profissional é uma solução excelente. O pior é que isso sucede de tempos a tempos com enormes hiatos de infantilidade e primadonice extrema. Sinceramente, não é um risco que o Sporting deva correr, se for possível.

SL

terça-feira, 18 de abril de 2017

A apagar fogos com chá e scones?

Cânticos ofensivos, objectos arremessados para campo, very lights, petardos, declarações incendiárias emanadas de cartilhas de propaganda, claques não oficiais a receber apoios oficiais…enfim todo um cardápio de inoperância da Liga e da FPF que vai ao encontro de uma superlativa negligência. É grave e um dia pode gerar consequências muito mais graves que bate-bocas deselegantes. Mas o que fazem as instâncias mandatadas para cuidar que nada disto suceda, ou pelo menos, que nada disto suceda de forma impune? Nada. Míseras multas que não chegam sequer para desmotivar o completo hooliganismo que tomou conta das claques e dos dirigentes que as suportam.

Chegámos ao cúmulo de ver dirigentes a subir na cadeia de comando da UEFA, enquanto o nosso futebol vai estalando de incompetência e laxismo. Dizem que a culpa é dos clubes, que retalham o poder da FPF e Liga, retirando-lhes capacidade de intervenção e manobra, esvaziando-lhe a autoridade e independência. Rio-me desta análise. É quase como se encolhêssemos os ombros, aceitando que os “ladrões” controlem os “polícias”. Aceitamos realmente que os infractores tenham mais poder que os que devem punir e evitar as infracções? É assim tão fácil desresponsabilizar pessoas que foram eleitas e ganham muitos milhares de euros mensalmente para ficarem imóveis perante o banditismo crescente do nosso futebol? 

Urge uma profunda reflexão e um apontar de dedos a quem se diz “responsável” por organismos a quem compete defender o espectáculo e os espectadores do futebol. Se não se sentem capazes ou autónomos para tomar medidas exemplares e estruturais, que se demitam oficialmente. É que fingir que se toma um chá na sala enquanto a casa arde é, além de ridículo, um passo seguro rumo à desgraça.


SL

sexta-feira, 7 de abril de 2017

De Janela para o abismo

Adorei o spin que o Benfica encontrou para justificar os briefings do Janela aos paineleiros. A fuga para a frente que foi o assumir da cartilha como sinónimo de organização e eficiência comunicacional é absolutamente divinal e tão podre de argumentos como a honestidade desse poeta de propaganda chamado Carlos Janela. 

Alguém que tenha lido 2 ou 3 linhas do documento partilhado entende exactamente o que aquilo é e só um mentecapto poderá defender que é sintoma de qualquer coisa que alguém se pode orgulhar. Aquele documento é um manual de demências em forma de argumentos, mal arrebanhado e sobretudo ofensivo para quem se apresenta num programa de televisão como um agente independente, com voz própria.

A distorção moral que levou a alguém no Benfica a ter algum dia imaginado ser útil enviar documentos com dezenas de páginas recheadas de falsidades, invenções, teorias da conspiração e todo um arsenal de pseudo-factos é assinalável, mas não é surpreendente. Faz parte de uma forma de estar no desporto que condiz com a mentalidade do seu presidente, que lembremo-nos “foi educado” seguindo máximas do seu “mestre” e amigo pessoal, Pinto da Costa. Vencer justifica tudo, acumular poder justifica todos os expedientes e a divergência interna ou externa será sempre punida severamente. Na doutrina de PInto da Costa e Vieira não existe espaço para mais nada que não seja a obediência total e a rendição absoluta ao que o “presidente” diz e faz. E incomoda tanto a opinião “livre” que urge sempre a necessidade de afunilar a opinião pública na direcção da perfeita adoração, do elogio permanente e da total ausência de questões incómodas.

O que verdadeiramente significa a cartilha de Janela? Para mim é uma submissão voluntária do espírito crítico ao pensamento único e completamente favorável a todo e qualquer expediente. Os media tenderão a reflectir cada vez mais uma agenda uniformizada e controlada e não uma visão diversificada e crítica. Se isto mostra organização e inovação? Sim, mostra, mas o resultado da mesma não podia ser mais negativo. Se todos imitassem o Benfica, o diálogo era inexistente e impossível de atenuar discordâncias e sabemos ao que isso leva ao fim de algum tempo. Joseph Goebbels foi um génio, um inovador, mas dificilmente existirá alguém que o cite como bom exemplo e não vejo a História a celebrá-lo como algo de que nos devemos orgulhar.


SL

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Polvo à mineiro

Todos sabiam que haviam briefings, todos já tinham topado a lábia lampiã de janela, mas faltavam provas. 

Agora já existem (vejam aqui:http://bit.ly/2nDqze1) e isso só demonstra por A + B que a instrumentalização dos media no Benfica não só é coordenada como paga e isto é um verdadeiro polvo de comunicação. 

Não sei como vão reagir os directores de estações televisivas ou os chefes de redação dos jornais e rádios, mas se existisse um pingo de dignidade, de transparência ou respeito pelo público, estes avençados eram todos corridos. Mas isto sou eu a imaginar que vivemos num país de pessoas que se regem por regras de boa conduta e respeito pelo que fazem.

SL

terça-feira, 4 de abril de 2017

Descalcem a bota

O Sporting fez várias participações ao Conselho de Disciplina pedindo castigos a atletas, treinador e dirigentes. Fez também uma queixa ao IPJ por apoios ilegais às claques do Benfica (que não estão legalizadas).

E fez muito bem. Não que espere grandes consequências, rigor ou sequer tratamento igual ao que nos tem sido dado pelas mesmas instâncias, mas porque é bom assinalar a todo o desporto nacional que não andamos a dormir e muito menos comemos (injustiças) e calamos.

Há quem não goste destas denúncias sem ser parte interessada, mas convém lembrar a essas pessoas que muito pior seria se adoptássemos uma postura passiva e desusadamente neutra nesta guerra sem quartel que os lampiões nos têm dado. É preciso colocar Vieira e os seus advogados com a certeza de que o Sporting responde quando atacado e que o tempo em que os punhos de renda massajavam as acções de guerrilha encarnadas, acabou.

Desenganem-se os que acharem que estamos a exagerar nas denúncias ou pedidos de castigo, pois de uma coisa eu tenho a certeza, no nosso lugar os nossos rivais fariam muito mais e muito pior do que nós fazemos.

Cabe agora aos juízes descalçar a bota que nós enviámos, expondo-se ridiculamente à tendência que têm em proteger certos clubes e perseguir outros.

SL

P.S. - Não deixa de ser algo poético que Samaris venha a ser castigado sobre a mesma moldura que foi Slimani por um acto muito semelhante sobre...o próprio.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Estadista de pau oco

Se há coisa que me orgulha no meu Presidente é que não "manda recados" através dos jornais, não "manda dar eco" de estados de alma dentro do clube, deixando anónima a fonte e a responsabilidade pelo conteúdo das "encomendas".


Bruno de Carvalho assume, viva voz, o que acha bem e mal. Dá o peito às críticas e assume-se responsável pelo que o clube pensa, diz e faz.
Esta lógica de presidentes-ratos, empreiteiros de notícias anónimas, donos de "fontes seguras próximas da direcção" é sinceramente uma raça da qual não sinto respeito, por mais estratégia de comunicação que se imagine ter ou reconhecer.

O meu pai dizia-me que o futebol é para "homens" e ele não se referia ao género, mas à maturidade, coragem e lealdade do desporto.
Estes "Estadistas" que se escondem atrás de estruturas e apenas surgem para dizer banalidades e fingir uma magnanimidade oca, são dejectos, não são líderes. 


SL

quinta-feira, 23 de março de 2017

A pré-época dentro da época

Sem grandes objectivos a cumprir, o Sporting estará por estas alturas a predefinir como será o plantel da próxima época. Pergunto aos leitores do blog, o que acham que deve ficar, sair, quais as posições que precisamos reforçar?

SL

terça-feira, 21 de março de 2017

Jesuísmos

Se Cancelo é uma bosta, o negócio foi genial e o mérito é da estrutura. Se Bernardo Silva é genial, o demérito é de JJ que não apostou nele. Esta é a narrativa e só não entende a estupidez quem não quer. A nação de lampiões parece apreciar as sacudidelas de capote e a culpa eterna de JJ, esquecendo-se facilmente das fortunas que foram (supostamente) ganhas com dezenas de transferências de jogadores que o ex-treinador (que defendiam até ao osso) potenciou. A gratidão não é realmente um atributo dessa agremiação e na vigência de Vieira o que sobeja é uma profunda incapacidade de reconhecer o que quer que seja para além das superlativas virtudes do seu presidente.


Costuma-se dizer que para ter o bom, há que suportar o mal…mas no benfica essa regra, que aceitamos desde crianças, parece ainda não ter sido aprendida. Jorge Jesus não “vende” ou “compra” ninguém e se o presidente desse clube é tão poderoso e sábio, tomo-o como cobarde e sem-carácter ao deixar que toda a imprensa construa a velha história do “foi por causa do mauzão do JJ que o Bernardo Silva saiu do clube”. Não. Saiu, acima de tudo porque Mendes e Vieira têm um pacto de venda a “atacado” e um rol de financiamento paralelo que exige “carne fresca” de tempos a tempos. Mas isso, ninguém é capaz de dizer ou sequer admitir.

SL

segunda-feira, 20 de março de 2017

Homens

O futebol é o momento. E o que é válido nesse momento. O que Luis Martins tem feito no comando do Sporting B é bem o exemplo que se pode ser o "homem certo" em qualquer momento ou função, desde que esse homem reúna as características certas para, entendendo o futebol, saber empregar tudo ao serviço de uma equipa e de um clube.

Isto não é uma desconsideração a João de Deus, homem que muito estimo, mas sim uma plena consideração pelo trabalho árduo que muitos profissionais têm realizado pela Academia do Sporting. Homens que vivem na invisibilidade, mas que "respiram o jogo" (parafraseando o Bocage da SportTV) e mesmo em lugares temporariamente seus, mantêm-se à margem de vedetismos ou arrogâncias.
O meu obrigado a todos eles, aqui num elogio directo e inteiramente merecido a Luis Martins. Que escolha o seu sucessor tão bem como tem sabido requalificar este grupo de enormes esperanças leoninas.

SL

segunda-feira, 13 de março de 2017

Um tridente diferente.


Um corre, o outro finta, o último esfola. Haverá poucos jogadores mais verticais e rápidos como Podence. Haverá poucos que tenham a capacidade de fazer as coisas diferentes como Matheus (às vezes tão diferentes que os colegas não entendem) e haverá muito poucos capazes de aproveitar as oportunidades como Bas Dost. 

Este não será porém um tridente para ficar. Regressando A.Ruiz, Podence voltará ao banco. Regressando Adrien, Matheus será substituído pelo outro Ruiz, mas o que me interessa particularmente é que estes jogadores, assim como Geraldes e talvez Iuri, vão conquistando minutos, vitórias e assumindo-se como soluções actuais e não projectos futuros.

Já poucos questionarão a sua manutenção no plantel da próxima temporada e ainda menos conceberão a ideia de voltar a contratar jogadores de valia incerta para as suas posições. E isto tem uma importância dupla. Ganham-se certezas e podem canalizar-se e concentrar-se recursos para outro tipo de contratações (poucas), que à semelhança de Dost, tragam uma qualidade superior. 

SL

sexta-feira, 10 de março de 2017

Great Expectations

João Palhinha. Matheus Pereira. Daniel Podence. Domingos Duarte. Francisco Geraldes. Cinco jovens à procura de espaço, cinco talentos que prometem aventuras fantásticas num futuro que só pode ser de leão ao peito. Todos lhes reconhecem muita qualidade, profissionalismo e características que os tornam únicos e bandeiras da nossa formação. 

Não se enganem e não deixem que ninguém vos engane, estes vão mesmo brilhar. O tempo, a concorrência e outros factores podem atrasar pontualmente a afirmação de algum deles, mas tal como Adrien ou João Mário será tudo uma questão de oportunidade e maturidade até que conquistem o seu lugar ao sol em Alvalade. 

Haverá muitos outros que podem acompanhar este fantástico elenco, mas é nestes que acredito para se tornarem os próximos herdeiros do nosso estatuto destacado de melhor clube formador em Portugal.


SL

quinta-feira, 9 de março de 2017

Tempo de decisões

Com a época merecer poucas preocupações não competitivas, é hora de BdC e o departamento de futebol começarem a preparar a próxima época. O orçamento vai ter de ser encurtado (a participação na CL não estará garantida até aos últimos dias do mercado) e há muitas lacunas na equipa. O trabalho de reforçar o plantel não será pois nada fácil. Há menos dinheiro, há menos margem de erro e muitos jogadores por colocar.
Que os meses que distam até Junho sejam bem aproveitados e garantida uma abordagem de mercado muito mais criativa e eficaz. Não podemos trazer mais uma fornada de aquisições com a taxa de aproveitamento tão curta como nesta época e o melhor é comprar menos e bem melhor. Espero que as medidas de reforço do scouting sejam para cumprir e que já esteja a ser montada essa estrutura, quase tão vital como a qualidade dos reforços em si. É que para ter os ovos, é preciso encontrar a galinha primeiro.

SL

segunda-feira, 6 de março de 2017

O Futuro

Se há coisa que resultou deste fim de semana e que deve ser analisado com atenção é o mandato conferido a BdC pelos Sportinguistas. Ao contrário do que nos tentaram fazer acreditar, a esmagadora maioria está, de facto, com o seu presidente. Isto confere-lhe tanto responsabilidade como autoridade para fazer o que tem de ser feito para dar ao Sporting o que lhe falta para voltar a ser campeão em qualquer modalidade.

E BdC deve começar pelo óbvio. Este ano foi e está a ser para esquecer no futebol sénior masculino. Há responsabilidades de todos e todos devem aceitar que fizeram ou ainda estão a fazer opções erradas. Sei que muitos defendem a estabilidade da estrutura actual para o futebol, ou seja, estender o mandato de JJ, Octávio e BdC no topo da gestão da equipa. Eu penso diferente. Acho que se deve fazer uma avaliação passada, presente e sobretudo futura do enquadramento de JJ ao comando da equipa. Acho que Octavio é útil, pode ser até fundamental como elemento de suporte, mas como director acrescenta pouco ao departamento e às exigências da função. Precisamos de competência e não de nomes. Precisamos de gestão desportiva e não gestão de polémicas.

Ouvir JJ a advogar o atraso da estrutura do Sporting face aos rivais não faz sentido absolutamente nenhum quando não nos conseguimos impor a um Guimarães. Não faz sentido quando a estamos a menos pontos do Braga do que do Porto. Não faz sentido quando investimos valores incomportáveis nesta época. Podemos desvalorizar as declarações ou levá-las a sério…e deixem-me que vos diga, eu concordo absolutamente com JJ, com a pequena diferença de que, ao contrário do que ele acha…eu incluo JJ nessa “tal” estrutura e ele, aparentemente, imagina a estrutura ao seu serviço.

Parece-me que ontem há noite fechámos um ciclo. A distância de 12 pontos para o 1º classificado e 11 para o 2º, atira-nos definitivamente para o 3º lugar como melhor meta realisticamente possível. Nem Benfica, nem Porto vão perder 4 vezes, sem que nós também evitemos esse resultado. Podemos e devemos aproximar-nos, mas não há qualquer lógica na manutenção de crença que um dos dois cairá na tabela o suficiente para que a nossa esperança seja razoável. Sendo assim, a meu ver, não faz sentido algum que jogadores que sabemos serem opção para sair no final da época ganhem os minutos que jogadores com tanto futuro como Podence, Geraldes ou Matheus, deveriam ganhar.

São estas inconsistências que me fazem acreditar que não vale a pena ter “estrutura” nenhuma, quando a decisão última de JJ contraria qualquer racionalidade e salta aos olhos de qualquer treinador de bancada que pelo menos Geraldes tem lugar no actual meio-campo do Sporting, muito mais que Bryan Ruiz (mesmo subindo ligeiramente de forma) por exemplo.

Acredito que está na hora de investir na próxima época, de rever o que tem de ser revisto e de tomar decisões que nos coloquem mais preparados para os desafios do futuro. Faltam 3 meses para o final da Liga e devem ser aproveitados para decidir quem fica, quem sai, quem entra e sobretudo como será o departamento da época 2017/18. Só isso fará com que as próximas não sejam um drama interminável de justificações e desculpas. Mais do que atribuir culpas pelo passado e presente, eu quero é ver trabalho, a pensar no futuro. A direcção eleita tem esse mandato e essa responsabilidade.


SL

sexta-feira, 3 de março de 2017

Eu também voto

Não preciso de manifestar qual será o meu voto de amanhã. Essa intenção está por todos os conteúdos que venho publicando e basta recuar uns posts para ser entendido. 
Tenho memória e gratidão e não acho, como alguns sportinguistas perigosamente acreditam, que os últimos anos possam ser resumidos como estagnação ou retrocesso. Não ter vencido um campeonato pode ser considerado como insucesso, pode até ser visto como prova de que há muito a evoluir. Mas não pode ser “lido” como argumento para diminuir o que foi feito neste mandato. O plantel valorizou-se, os sócios aumentaram e estão mais próximos do clube, as modalidades cresceram e reforçaram-se e o património foi expandido e recuperado, fizeram-se melhores acordos comerciais e conquistaram-se melhores patrocínios. Isto não é a medida de uma estagnação ou retrocesso, é sinal de evolução e crescimento. 

Conheço muitos sportinguistas que não se revêm na presidência de BdC, sou amigo de alguns e perco horas a debater com várias visões de Sporting. Nenhum deles me consegue provar em números e factos que o mandato não merece nova validação. É claro que foram cometidos erros, não há nada perfeito em lado algum e muito menos num meio tão volátil como o desportivo. Mas muito foi feito e devemos todos lembrar-nos da dedicação extrema que este corpo directivo dedicou ao clube durante os últimos anos e das batalhas duras e arriscadas que travaram, muitas vezes com grande prejuízo pessoal, muitas vezes sendo denegridos constantemente pelos opinadores “isentos” da praça pública. Não sou ingrato e vislumbro vagamente a massa planetária de decisões que obrigaram algumas pessoas a despender uma dose massiva de horas, dias e semanas para empreender, para que pequenas conquistas fossem resgatando o clube da mediocridade que o afundava.

Posso aceitar que existam hipoteticamente pessoas mais qualificadas, mais presidenciáveis, mais ponderadas ou mais sagazes que BdC. Mas pergunto-me onde estarão e porque não se candidataram. Pergunto-me se BdC também deve ser melhor que todos esses “etéreos” figurões, ser melhor que o nosso melhor arquétipo de Comandante do clube. Pergunto-me se deve reunir as qualidades de todos os seus antecessores e não possuir os defeitos de nenhum deles. A resposta é óbvia. Queremos sempre melhor, mas raras vezes sabemos o que isso significa. É fácil dizer que algo podia ser melhor, mas é muito mais difícil fazê-lo.

E se há coisa que todos sabemos, mais ou menos fãs de BdC, é que PMR não se relaciona em nada com aquilo que o Sporting Clube de Portugal precisa. Não precisamos do regresso de visões elitistas, não precisamos de retroceder no modelo de ecletismo, não imaginamos de volta o papel de “meninos bem-educados” do desporto enquanto somos riscados do mapa de poder e ignorados nas polémicas. Não precisamos, acima de tudo, que nos revisite a velha cumplicidade entre clube e meio empresarial, com o nosso emblema a ser esventrado por negociatas que lhe sugam as verbas necessárias para continuar a crescer.

Por isto tudo e por muito mais que ficará sempre por agradecer ou entender, votarei na lista de Bruno de Carvalho. 


SL

Quem não se sente...

Há quem manifeste séria preocupação com o clima de ameaça e condicionamento constante sobre os árbitros. Devo dizer que me dá vontade de rir e não tenho preocupação alguma com este tema. Acima de tudo porque chegámos à hipocrisia total de chorarmos lágrimas pelos coitadinhos dos árbitros, quando os próprios são incapazes de dar um passo rumo a qualquer coisa que os defenda. Bem pelo contrário. São os primeiros a acobardar-se e a acatar as ordens dos “dirigentes”, são os primeiros a manter o status quo da arbitragem num jogo de empurra, ora mais vermelhos, ora mais azuis. São os primeiros a gritar revolta, greves e punições sempre que o nome Sporting se coloca do lado do agressor, sabendo eles muito bem que somos muito mais vezes vítimas, mas é mais fácil arranjar coragem contra quem não os “aperta”, contra quem não tem o poder de manobrar o sistema para inflingir retribuição nas suas carreiras.

Se há culpas a atribuir pelo estado de “Wild West” a que chegámos, elas vão directas aos próprios árbitros e dirigentes da arbitragem. Não se organizam, não se defendem como classe e acusam-se mutuamente de pertencerem a facções que protegem os interesses de sobretudo Porto e Benfica. Cada um sabe como chegou e as dívidas de gratidão que tem, cada um sabe a que observador deve agradar, cada um terá os padrinhos que tem nas Associações e o sistema está montado para que ninguém fique órfão de um empurrãozinho, seja para cima ou para baixo, neste jogo de faz de conta que tudo depende do mérito e da qualidade dos árbitros.

Enquanto existirem árbitros que não se indignam com as notas dos observadores que avaliam positivamente um árbitro que teve de facto uma má prestação, não há solução alguma que permita que o sistema mude. Está apenas e só nas suas mãos e pior, eles sabem-no. Sabem que não pode existir futebol sem a sua participação, têm esse poder, mas não o usam e todos nós sabemos porquê. Porque muitos sabem que têm muito a perder na hora de “limpar” o quadro de árbitros dos que não merecem lá estar. Porque muitos sabem que os “padrinhos” não vão perdoar a rebeldia. Porque sabem que se alguns esquemas vêm a público, serão humilhados e culpados por toda a opinião pública que tenderá a ter menos complacência pelo corrompido do que pelos que corromperam.

Asseguro-vos, não tenho pena alguma de nenhum árbitro e se algum teme pela sua segurança (ou familiares) que pense por alguns minutos quem tem contribuído para que seja esta a forma actual de tentar exercer pressão sobre o seu trabalho. Rapidamente chegará à conclusão de que a mão que lhe dá as migalhas é a mesma que agarra no telefone para o ameaçar às 02.00 da manhã. É que no futebol português, os cães não mordem ao dono, mas os donos fazem questão de mostrar a trela aos cães. E os nossos árbitros são cãezinhos de trela, que ladram aos outros emblemas enquanto se escondem entre as pernas de Vieira e Pinto da Costa.


SL

quinta-feira, 2 de março de 2017

Musicais trágicos

O homem dos musicais deu-nos muita “música”, mas um pobre espetáculo. Começou por apostar numa personna que se afirmava a antítese de BdC pela calma, reflexão, contenção, prometia navegar na espuma da boa educação, na pose de “estadista” que decerto agradaria aos que gostam de perfis de presidentes bons para cortar fitas, discursar uma vez por ano e dar muitos bacalhaus na tribuna dos estádios. Afirmou que trazia uma nova atitude, agregadora, que libertaria o Sporting das amarras de um tirano tresloucado recorrendo à sua elegância, estabilidade familiar e alto padrão de cidadania. 
Sem que entendesse bem porquê, o nosso Pedro Madeira Rodrigues (sim, é nosso…só nós é que conseguimos produzir disto) decidiu mudar de estilo de candidato. Eu arriscaria que entendeu que o caminho que levava a sua candidatura lhe dava pouco “tempo de antena”. O polimento e a boa educação era tanto que os jornais e tv´s não conseguiam espremer sumo algum e o candidato despiu o fraque e equipou-se à montanhista. Havia realmente uma montanha a escalar, mas PMR resolveu enfrentar o desafio da pior maneira. De picareta. Bateu tanto, mas tanto, que em vez de escalar, cavou um buraco. É verdade que conquistou alguns votos, sobretudo os que desesperam por votar em qualquer coisa que não seja BdC, mas afastou-se dos “indecisos” à mesma velocidade com que esgravatava por “material” com que pudesse chafurdar na lama, tentando vencer o opositor por gastroenterite.

Quanto mais PMR disparava “realidades alternativas” para a imprensa, mais desprezo e silêncio obtia da lista contrária e isso não era saudável para que se pudesse colocar ao mesmo nível de BdC. Desesperou-se pelo confronto e pela dança de polémicas mediáticas, mas o “partner” não mordeu o isco e o que dançou foi a polémica do pseudo-despedimento de Jorge Jesus. Tão mal gerido foi esse número que muitos votantes abandonaram as cadeiras e só não pediram o dinheiro de volta porque o Candidato prometera  livrar-se de JJ sem custos e para o seu lugar teria uma nova Estrela, daquelas que brilharia tanto que ofuscaria a trapalhice (impossível de explicar) de se ofender com o treinador, mas perdoar a outros profissionais do clube, apenas por ter colocado uma assinatura num papel. PMR estaria a borrifar-se se JJ aceitou fazer parte da Comissão de Honra da candidatura de BdC. Para quem já andou na podridão hipócrita da política, sentir-se atraiçoado por uma inutilidade destas foi uma encenação fraca, somada de um acting em que toda a gente reparou que a faca era de plástico e o sangue, ketchup de marca branca do Lidl.

Por altura do debate já era um facto que a peça levada a cena, dependeria muito de uma cena apoteótica, de um acto completamente trágico, de um facto extraordinário que corresse viral e trouxesse mais espectadores à sua bilheteira. Não existiu. BdC daria muito pouco sumo ao confronto e diga-se, embora esforçado e com as linhas bem decoradas, PMR não conseguiu “tirar o coelho da toca” e muitos adormeceriam nos sofás. Para quem precisava de um knock-out, o candidato não chegou sequer a conseguir uma contagem e foram precisas todas as cantadeiras da imprensa para conseguir vislumbrar uma vitória no frente-a-frente.

A campanha aproximava-se do tempo das grandes decisões e PMR continuava sem ases para fazer vazas. Não os tendo, foi dizendo que os tinha. Prometeu tantas vezes que a ficção era realidade que se viu obrigado a deixar de pintar cartazes e a apresentar estrelas à séria. Boloni, Delfim e Juande Ramos. Um casting demasiado fraco para o grau de promessas que fez. Boloni e Juande Ramos são vedetas já em pleno declínio das suas carreiras e Delfim…ainda não tem uma. Mais do que apresentar soluções, PMR apresentou nomes, estrelas que toda a gente adivinha que abrilhantariam pouco aos espetáculos de Alvalade. O romeno nunca desempenhou o papel de coordenador de nada que se relacionasse com a formação, Delfim nunca foi sequer a um casting para um cargo técnico e o espanhol vem de várias peças canceladas, atravessando um verdadeiro shutdown na carreira.
A estrela de PMR apagava-se, mas o candidato não desistira sem que espetasse umas quantas farpas na lista contrária. Já no desespero de uma verdadeira Madame Butterfly, dispararia enredos e farsas por todo o lado. Nem sequer se podem chamar teoria de conspiração, porque de facto ninguém apresentara tese alguma para explicar as “sugestões” de vídeos, as “dicas” de lana-caprina ou os pseudo-factos de faca e alguidar. A viagem deste “Cats” arranharia a negação do figurão com que lançou a candidatura e é hoje a dois dias da eleição uma versão plena daquilo que prometeu combater. O polimento e altivez deram lugar a um burgesso rufião, que goza com o eleitoral que não o prefere e veste a capa e a espada de merda que O Jogo, o Visão de Mercado, A´Bola ou qualquer outro antro de anti-sportinguismo estão dispostos a dar-lhe.

Tenho, sinceramente, pena e vergonha alheia do rumo que seguiu esta candidatura e ainda mais certo estou que o que a alimentou foi o ódio e o desdém a um pessoa, muito mais do que o amor incondicional a um clube, aos seus sócios, ao seu património. O apoio de Godinhos, Roquettes e outros MacBeth’s  só vêm dar o "beijo da morte” a este musical desafinado e descoordenado, a esta La La Land em que PMR sonhou dançar e cantar, fazendo do fel, acidez e antipatia o holofote para o nada de caminho ou carisma com que se apresentou aos sócios. 


SL

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

ReNascimentos

Este fim de semana foi grato em resultados desportivos para as hostes leoninas. Houve várias e saborosas vitórias em variadas modalidades, mas como é normal, destaco alguns feitos que podem ter significado mais duradouro.

1/ Os 3 pontos no Estoril
3ª vitória consecutiva da equipa principal. Os problemas não estão todos debelados, a máquina ainda opera aos trambolhões, mas já se notam alguns vislumbres da equipa que vimos actuar na temporada passada. Não deve servir de teste o actual estado de forma do Estoril, mas em bom rigor muitas unidades subiram de produção e até Bryan Ruiz já esteve a um nível mais aceitável. Mesmo sem Adrien, a equipa foi capaz de criar e abrir espaços, foi capaz de jogar e tivesse tido mais acerto na hora de finalizar...e teria sido um triunfo como já não temos memória esta época. As notícias são pois de melhoria e mesmo que a recuperação não sirva mais do que o 3º lugar, é sempre importante não deixar a valorização do conjunto cair a pique.

2/ Mais uma Taça para o Futsal
A equipa está cada vez mais ágil e os resultados vão surgindo. É notório o enorme problema que as equipas contrárias têm em conter o nosso ataque e estando este a finalizar normalmente é um relógio pontual e marca bem as horas na quadra. Não está tudo ganho, bem pelo contrário, mas parece que respiramos saúde suficiente para dar uma boa imagem no campeonato e na Final4.

3/ The girls just waana have fun
Que grande empurrão deu o Sporting à vertente feminina do futebol de 11! Uma pedrada na história que levou 10.000 pessoas a um jogo muito bem disputado e que fez todo o sentido ter sido realizado na nossa Sala principal. A organização tem de ser revista (chamar as pessoas sem contar com a adesão é irresponsável), mas a verdade é que se abriu uma porta enorme para que o futebol feminino ganhe outro tipo de visibilidade em Portugal. As nossas leoas acusaram um pouco de nervosismo pela responsabilidade, mas nunca viraram a cara à luta e no final acabaram por prevalecer frente a um Sp.Braga que sempre procurou o empate. O título não está ganho, mas ficou ligeiramente mais perto.

4/ Os putos
A grande campanha da morte anunciada da Academia de Alcochete continua, mais ou menos sincronizada com a vastamente publicitada "qualidade e estrutura" do Seixal. Ainda assim os nossos miúdos teimam em mostrar que o que o nosso ADN de formar boas equipas e grandes jogadores continua intacto. Chamo a atenção para a carreira dos Juniores que tem surpreendido até os mais conhecedores deste patamar competitivo. Qualidade e quantidade ali não falta. Vêm aí mais craques para alimentar a equipa principal, mais 3 ou 4 anos e teremos novamente uma geração muito importante. Cuidar destes putos é continuar com as renovações a bom ritmo (ouviste BdC?!).

5/ O plano B
A carreira da equipa com o novo treinador dá sinais de vida debaixo dos escombros. Um empate e uma vitória. É preciso muito mais, mas recorrendo a jogadores com outro andamento como Esgaio, Geraldes ou Matheus, as coisas tornam-se um pouco mais fáceis. Quem entender como desprestigiante o auxilio à equipa B cospe literalmente no prato que comeu. O Sporting é um clube enorme e os jogadores têm se ser educados nessa grandeza. Pagamos o suficiente para que ninguém seja lesado no seu estatuto. Com alguma normalidade os 4 pontos que nos separaram da linha de água serão alcançados, mantenha-se o objectivo e o sentido de entreajuda.

SL

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Frente a Frente


Vou ser muito sincero com quem segue esta página: BdC não é uma fera em debates. O seu estilo (faz de conta que é) calmo, obriga-o a um discurso pausado, onde se nota que tenta reflectir em cada palavra como se tivesse que passar as suas opiniões por um detector de qualquer coisa. O seu ponto de vista arrasta-se e acaba por repetir-se mais do que lhe convém e sobretudo mais do que os timings cronometrados de um frente-a-frente deixam rentabilizar. 
PMR esteve mais “solto” do que eu esperaria e conseguiu debitar quase todas as linhas mestras da sua campanha, o que convém dizer, não é grande proeza, já que são poucas e bastante superficiais. Ainda assim, confesso-me surpreendido pela atitude combativa e assertiva com que tentou fazer-nos acreditar de coisas que nem ele acredita.

Ontem ficou claro para todos os espectadores que PMR é como aqueles vendedores imobiliários que nos fazem acreditar que a espelunca que nos tentam impingir é o céu e que tudo o que podemos duvidar vai ser muito melhor do que o óptimo. Em quase todos os pontos que se demarcou de BdC, foi impossível entender o como, o quando e com quem irá realizar a série infindável de milagres. Todas as equipas vão ser campeãs, todos os gastos vão diminuir, todos os lucros vão subir, os orçamentos vão baixar e o património crescer, quais os pós de fada que vai usar para realizar tudo isto? Mistério. Nem sequer parece muito preocupado em concretizar sequer a ideia por detrás de cada mega-projecto, nem sequer parece muito resoluto em contar com os sócios para validar as suas propostas. Ontem ficou claro que para PMR são as eleições que têm de ser ganhas e os adeptos ou sócios são apenas um meio para atingir os fins. Há uma palavra para este tipo de candidatos: aldrabão.

Não vos vou dizer que fiquei convencido com a prestação do actual presidente. Não. Esperava bem mais. Esperava que desmascarasse completamente a impreparação de PMR, que explorasse as gafes do dossier JJ, das obras que custam valores que só ele imagina, da estabilização imaginária que diz respeitar, da ausência de qualquer trunfo em termos de recursos humanos. Perdi a conta às vezes que desejei mentalmente transmitir choques telepáticos a BdC para que interrompesse a verborreia teatral do seu opositor para contrapor as ideias magníficas de Delfim (um Team Manager que esteve 2 épocas do clube, não tem qualquer ADN da formação, nunca ocupou nenhum cargo de gestão técnica e que tem um litígio actual com o clube), Boloni (que nunca desempenhou qualquer cargo administrativo, não tem qualquer preparação para dirigir uma Academia e o maior mérito que tem no campo da formação, foi ter visto em Ronaldo e Quaresma dois miúdos que podia lançar na primeira equipa) e sobretudo a magnifica actuação ilusionista na promessa adiada do tal grande, enorme, gigante nome que apregoa há semanas.

Entendo que BdC adoptou um estilo contra-natura. Conteve-se. Sabia que qualquer registo acima do politicamente correcto iria atravessar todos os canais de TV, iria fazer todos os editoriais dos jornais, iria ganhar todas as medalhas de lata de última página, iria ser o alvo de todos os dedos apontados dos senhores do costume, aqueles que diziam que fazia falta um Sporting forte, mas vivem com muita azia os seus sucessos ou promessas de tal. O actual presidente quis essencialmente não fazer prolongar o impacto deste debate nos dias a seguir, não quis dar gasolina para o queimarem e diga-se, nesse objectivo, cumpriu impecavelmente. O confronto foi, regra geral, enfadonho…o que penso ter sido o que muitos benfiquistas e portistas menos desejavam e o que muitos sportinguistas estariam dispostos a aceitar como muito melhor do que peixeirada, insultos ou histeria.

Resta dizer que nada de substancial saiu dos argumentos de cada candidato e à excepção de duas gafes de PMR (Sobrinho e Ricciardi não demorarão a processá-lo) o debate produziu zero de matéria capaz de retirar votantes a cada uma das listas, o que valha a verdade, mantém o actual presidente numa posição muito mais confortável.


SL

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sem plano B?

Aguardo com moderado optimismo que a actual e muito provavelmente futura Direcção do Sporting desista da opção de extinguir a equipa B. Algumas considerações sobre o tema:

1- As razões que levaram ao Sporting criar a Equipa B continuam válidas. Criar um patamar intermédio para que os jovens saídos da formação (que não estejam aptos para a 1ª equipa) não tenham de andar perdidos por clubes sem estrutura, sem as condições ideais para o seu crescimento como profissionais.

2- Manter um conjunto de atletas preparados para socorrer alguma carência da equipa A, parece-me sempre uma solução bastante interessante e o passado revela-nos que isso pode mesmo fazer a diferença numa época de más contratações ou lesões focadas num sector específico do plantel da equipa principal. Poder rodar um atleta da equipa A neste conjunto é um plus que não tem sido aproveitado, mas que ainda assim me parece interessantes, especialmente quando os atletas regressam de longas lesões. 

3- O Sporting tem ainda pouca margem e influência nos clubes da I e II Liga. Os clubes "pequenos" continuam a preferir espetar-nos facas nas costas e cuspir no nosso prato, de forma a agradar aos Pintos e aos Vieiras. Ficarmos dependentes das "boas relações" com outros emblemas cria um cenário perigoso para os nossos jovens profissionais.

4- Um clube que se arroga de ter uma das melhores formações do Mundo, não pode deixar de avaliar o problema da equipa B de frente, em vez de simplesmente desistir da mesma, sobretudo pelos resultados desportivos. Se produzimos os melhores jovens, haverá razões bastante evidentes que os levam a não conseguir sequer superar outras equipas B´s como as de Braga B ou Guimarães B.


5- Com um custo anual de 3 milhões de euros, a equipa B do Sporting é uma das equipas mais caras da II Liga. A culpa não será certamente dos jovens que transitam directamente dos Júniores, pois a sua massa salarial  não é (ou não deveria ser) tão expressiva. Além do mais, 3 milhões é uma verba que considero investimento e não despesa. Despesa é gastar quase os mesmos recursos num Petrovic, que nunca trará o possível retorno desportivo ou financeiro que mais de duas dezenas de atletas, bastante jovens e com enorme margem de progressão.

6- Receio que ao suspender a equipa B, muitos jovens como foram Dier, Ruben Semedo, Geraldes, Podence, Gelson, Palhinha deixem de ter um palco para poderem exibir as suas qualidades. É que até para poderem ser interessantes aos olhos dos treinadores de outros clubes portugueses e conquistarem um lugar por empréstimo, estes jogadores necessitam de tempo e espaço. A equipa B dá esse espaço e o enquadramento fundamental na passagem do escalão júnior para o sénior. Sem Sporting B, podemos perder muitos talentos pelos caminhos tortuosos de más equipas da II Liga ou até divisões inferiores. Um claro downgrade de opções para a evolução do trabalho da Academia.

7- Não leio no lema do clube "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória....e desistir quando não somos capazes de resolver problemas".

Se alguém tiver um argumento razoável que valide a opção de extinguir a equipa B, que não se encontre rebatido nestas considerações, peço encarecidamente que me responda. Terei todo o prazer em assumir que me engano e que "perder" a equipa B é um profundo desrespeito pela identidade formadora do Sporting e um enorme erro de gestão desportiva.

SL

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

El Mago - Buck "Ruiz" Rogers

No seu jeito de quem está em casa a ver a novela, pega no jogo como quem pega no comando. Aumenta o som com passes de uma visão completa das movimentações dos colegas. Muda de canal, mudando o jogo, rematando ou criando oportunidades para vermos outros “programas”. Alan Ruiz é um jogador diferente. É craque “old school”. Não varre o campo como Modric, não dribla como Messi, nem sequer “chama” a bola como Ronaldo ou Ibrahimovic. Não. Este argentino não vive na nossa era. Espanta-me até como Jesus o suporta. Taticamente dá muito pouco ao jogo e raramente faz o que um 10 faz, raramente faz o que um falso ponta de lança faz. Alan faz uma posição que ainda não existe e que o treinador do Sporting ainda está a tentar descobrir. Não é um 8, não é um 9,5, muito menos um 10. É um 10 e meio, sendo que chega normalmente atrasado para funções mais resguardadas e não gosta de batalhar com os defesas em funções mais adiantadas. O Alan gosta mesmo é da bola, de preferência com adversários a 2m dele, esteja onde estiver. 

Se a prestação táctica é um inferno, a prestação técnica é um paraíso. Recebe, ajeita, passa, dribla, remata…não há nada que o argentino não faça melhor que os seus colegas, mas infelizmente tem um tempo e uma visão que ainda não compreende os seus parceiros, nem estes o entendem a ele. Quase sempre parece jogar numa década distinta, algures entre o final dos anos 70 e inicio do império do nick & rush, o nosso craque vê-se e actua num jogo que se desenrola em câmara (quase) lenta. Nesse tempo e espaço, só dele, faz magia. O problema é que estamos em 2017 e não há tempo para as rotações baixas d’El Mago. Nas últimas partidas, Alan tem viajado no tempo e quase que já o consigo ver a retirar o gelo da criogenização e a entrar furiosamente (bom…é melhor dizer, moderadamente) numa velocidade e articulação mais anos 90. Não sei, não sabe Jesus e talvez não saiba ninguém quando, e se, o argentino alguma vez dará de caras com a actualidade do futebol europeu. Mas sei que se isso suceder e a sua nave-espacial aterrar em Alvalade nos tempos mais próximos, iremos ter craque. Iremos ter sucessor para uma coroa há muito sem pretendente. Uma coroa deixada cair aos trambolhões por um Balakov em fungas (€uro legítimas) de se juntar a um Estugarda já em decadência.

Desde então que não mais tivemos Maestros, Magos ou Regista’s e dependemos sempre dos alas (e foram dos melhores que o mundo teve e tem) para ultrapassar as defesas. Eu assumo que Alan Ruiz me agrada. Agrada-me e desagrada-me. Num minuto estou a babar com um passe épico ou um remate “bulls-eye”, no minuto seguinte estou a arrancar as sobrancelhas, depois de mais uma sucessão de 14 dribles a mais, mais uma das 34 faltas que faz (sim, com o guião de JJ) ou uma pressa de jogar condizente com uma velhinha a decidir se quer ou já não se lembra se quer, atravessar uma estrada. Não é consensual, talvez nunca o venha a ser, talvez precise apenas da nossa paciência até que descubra um calendário e um relógio que o venha a ajudar a entender a nossa década e o tempo do nosso jogo. Talvez marque 3 golos e faça 2 assistências na próxima partida. Talvez durma até ser substituído. A “novela” que vê é um pouco imprevisível e nunca ninguém sabe se perderá o comando debaixo de alguma parte do sofá. Um dez e meio, Ruiz, El Mago e argentino é complicado de decifrar.
SL

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O lampião que está a ir aos nossos bolsos

O NovoBanco está em fase de venda. É de todo o interesse do Estado português que o processo se conclua o mais rápido possível. Cada dia que o NovoBanco sobrevive da subvenção pública são milhões de problemas que não são resolvidos e já vai longa a sobrevivência “assistida” deste banco. O que dificulta a venda? A longa lista de devedores que nunca irão pagar um tostão dos mais de 6 mil milhões de euros de créditos mal parados, o resumo do carnaval de cumplicidades e aldrabices que os donos do ex-BES nunca tiveram intenção de pagar. Se imaginam que quem vai acabar por pagar estes 6 mil milhões de euros é o Estado, estão mais próximos de entender a razão deste post. É que somos todos nós, contribuintes, que no final (e os políticos estão há anos a fazer de conta que há outra via) vamos arcar com o BES mau e algum outro banco aproveitar o BES bom. 

Destes 6 mil milhões, mais de mil milhões pertencem à pandega da “família benfiquista” encabeçada por Luis Filipe Vieira. A mim revoltam-me todos os cêntimos que vou pagar para que aldrabões, sejam benfiquistas, sportinguistas ou portistas, continuem a gozar à grande, rindo-se das nossas humildes poupanças…enquanto as suas off-shores engordam. Revolta-me e enoja-me que bandalhos como o Presidente do Benfica continuem a subir a palanques e a encher páginas de jornais, discursando sobre “boa gestão” e acusando outros de terem vantagens no pagamento de dividas.
Um país onde pessoas como Luis Filipe Vieira não estão presos por crimes de especulação, desvio de fundos e burla financeira, não merece contribuintes como eu e vocês que cumprimos, ao cêntimo, todas as obrigações que o tal Estado (que nos devia proteger destes criminosos) nos impõe. 

SL

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Tantos Olivers

Há coisas inexplicáveis e depois há as "coisas" do Mendes. Se Charles Dickens fosse vivo tenho a certeza que se inspiraria na série de acontecimentos fenomenais que rodeiam o longo e interminável conto que é a atividade do Sr. Comendador.

O "Twist" mais recente é uma comédia singular, que narra a história de um menino espanhol que é comprado por um clube de futebol português, mais teso que um cara
pau. 

Embora não fosse sequer racional investir 20 milhões, quando se estava aflito para vender património, o clube contaria com o Comendador para cobrir a cláusula e sem querer dar um valente spoiler nos que ainda não sabem o desfecho desta história, digo-vos só que o coitado do Oliver vai acabar por andar numa "roda" viva, a servir de azeite para muita pasta trocada.

SL

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ora...o que é que tu achas?

Todos temos opinião sobre o Sporting, mas será que a nossa forma de ver é semelhante à da maioria? Será que o que te preocupa é o mesmo do que todos os outros sportinguistas?

Aqui no lado direito deste post tens a oportunidade de votar e consultar a tua e as demais opiniões sobre o estado actual, a evolução e as fragilidades do nosso clube.

Expressa a tua opinião nos 4 surveys. No final, as confirmações ou as surpresas serão motivo de reflexão e consequente post aqui do escriba.

Obrigado a todos.
SL

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

"O diabo veste-se...do que ele quer"

A imprensa nunca gostou de JJ. Corrijo. A imprensa deixou de gostar de JJ desde que saiu do Benfica. Enquanto esteve no clube rival era genial, o mestre da táctica, um “defensor dos adeptos”, era genuíno e resiliente. Assim que mudou de “cores”, mudaram os adjectivos. Passou a ser polémico, arrogante, provocador, conflituoso, deixou de ser mestre das táctica e tornou-se no mestre dos erros, abandonou o “manto de protecção” e passou a ser expulso, castigado, criticado, os editoriais deixaram de o enaltecer e transformaram-se em observatórios da penosa lista de defeitos deste treinador.

De repente, a mesma imprensa que sempre ignorou a enorme capacidade do Sporting de gerar talentos passou a ser a mais preocupada com a chegada e permanência dos nossos “putos” na equipa principal. Tudo é usado e re-usado como forma de provocar distância. JJ não é próximo de BdC, não é próximo dos gostos dos adeptos, não é próximo dos atletas, já nem sequer é próximo da equipa que trouxe para trabalhar dentro do clube e do Director desportivo que aconselhou (Octavio). A opinião crítica e impiedosa, a campanha de falsidades, a colocação de analogias e depoimentos de ex-jogadores…tudo tem sido usado de forma persistente e regular de forma a “instruir” os adeptos leoninos a achar que têm no seu clube um treinador demasiado caro, demasiado ingrato, demasiado errático e demasiado oposto aos interesses do próprio Sporting.

O combustível para este incêndio são sempre os resultados. Infelizmente, este ano, o cenário arde bem. No ano passado as chamas foram extintas facilmente, ao sabor de vitórias todos os adeptos se riam da crítica, das polémicas, a dor-de-corno (de quem tinha perdido JJ) era demasiado fácil de identificar. Nesta época as chamas queimam e lavra por muitos adeptos uma péssima atitude face a JJ, que culpam de tudo, a toda a hora, seja qual for o cenário.
Pois é neste pior momento do nosso treinador que faço questão em dizer que JJ não é, nem nunca será o meu treinador de sonho, mas (e esta pausa é mesmo importante) é um excelente treinador de futebol, que faz todo o sentido que esteja no meu clube.

Costuma-se dizer que "bom treinador é aquele que ganha" e embora entenda o pragmatismo da frase, a verdade é que um mau treinador pode ganhar de vez em quando, mas um bom treinador tenderá a ganhar muito mais vezes. Não sejamos hipócritas, a época passada existiu e todos nós andámos de peito feito a dar palmadinhas nas costas de Jesus. Não será uma má época (mesmo com todos os erros e mais alguns) que fará de JJ um mau treinador e devemos todos reflectir se não estamos a decidir “odiar” JJ pelos gigabytes de “má publicidade” que todos os dias nos entram pelos smartphones e portáteis dentro, já para não falar do enorme fel com que portistas e benfas nos brindam sobre o tema, os mesmos benfiquistas que há uns tempos colocavam a mesma pessoa num altar, os mesmos portistas que dariam todos os polegares para cima se Jesus acabasse por substituir NES na próxima época.

A meu ver, é no final da época que se tomam as grandes decisões e só aí devem ser escolhidos os rumos mais correctos para todos. Esta circunstância e mais nenhuma deve ser tida em conta por todos os adeptos e de uma vez por todas devemos defender o que é nosso, enquanto é nosso, mesmo que as opiniões pessoais ou os feelings apontem em sentido contrário. Nenhum clube deve ser gerido por capricho e olhando apenas para os últimos resultados. A “dança” de treinadores nunca foi boa para nenhum clube e já vamos muito tarde para beneficiar da velha “chicotada psicológica”. Um Sporting diferente e bem gerido não deve enfermar de maleitas passadas, não deve decidir o seu futuro pela rama emocional de alguns adeptos. As contas têm de ser pagas, as rescisões são pesadas e por vezes o sucesso advém da aprendizagem com os erros e não entrando em demandas eternas de treinadores infalíveis. Um pouco de bom-senso e frieza recomenda-se.


SL

Culpas e Caminhos

Chorar sobre o leite derramado é inútil. Apontar dedos de culpa é desnecessário, já que os visados sabem bem por onde falhou esta época. O mais importante nesta fase é reagrupar sobre as ruínas do que era para ter sido a época e redefinir objectivos claros, sendo que apenas resta uma atitude possível, tentar vencer o máximo de partidas até ao final da época, esperando o descalabro de algum dos rivais, mas apostando para já no assegurar que o Braga não constituirá ameaça ao 3º lugar. É pouco? É. Mas é a realidade e não valerá a pena esmiuçar o quão absurdo se tornou um dos maiores investimentos feitos pelo clube ter resultado neste tipo de expectativas. Uma lição dura mas útil de que, não é a quantidade de dinheiro que “compra” um bom plantel, mas sim um bom scouting. E isso falta ao Sporting há muito.


SL

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Eternos reeligíveis

Quantos milhões dão Benfica e Porto aos empresários? Não falo de operações normais de representação, falo de “dar” mesmo. Quantos? E quantos regressam aos bolsos de primos, sócios e outros sub-géneros de suborno?
Quantos árbitros chegaram nos últimos 10 anos à primeira categoria, apadrinhados por figuras que são incumbidas por Benfica e Porto de fazerem tudo para que “se movam todas as pedras do caminho” e…rápido?
Quantos presidentes dos clubes (ditos pequenos) combinam com os presidentes de Benfica e Porto todo o tipo de jogadas de bastidores, que vão desde transferências que favorecem o bolso dos próprios a tráfico de influências, dando caminho a uma rede de interesses comuns, tudo a troco da “tal protecção” que envolve simpatias súbitas de alguns árbitros, simpatias súbitas do fisco e Segurança Social, simpatias súbitas de representantes de jogadores e sobretudo simpatias de muitas empresas que querem pagar favores comerciais a alguns políticos da praça?
Quantas empresas e empresários vivem à volta da mesa fartas de adjudicações suspeitas do presidente do Benfica e do Porto?
Quantos criminosos andam pelo país a extorquir, ameaçar, perseguir cidadãos honestos ao abrigo de salvos-condutos dados por pessoas com o poder de se afirmarem “próximas" dos presidentes de Benfica e do Porto? Que se afirmam próximas dos (ou são mesmo os) líderes das claques de Benfica e Porto?
Quantos problemas dos seus clubes se escondem por detrás de uma agenda própria, obsessiva e agarrada a um poder que não pode mudar de mãos, correndo o perigo de expôr movimentações financeiras e decisões desportivas dramaticamente lesivas dos interesses de Benfica e do Porto?
Quantos jogadores e as suas famílias foram ameaçadas, quantos foram efectivamente agredidos verbal e fisicamente, quando não aceitaram (ou contestaram) as decisões imperiais dos actuais presidentes do Benfica e do Porto?
Quantos jornalistas sofreram pressões, ameaças e agressões no cumprimento das suas funções, sempre que decidiram ir ao encontro de algumas verdades do futebol português, expondo "a careca” dos presidentes do Benfica e do Porto? Quantos foram aconselhados pelos seus superiores (também eles jornalistas) a cessarem as pesquisas, reportagens, perguntas incómodas?
Quantos polícias, investigadores, juízes e comissários foram trazidos para a esfera de “amigos” e “apoiantes pessoais” dos presidentes de Benfica e do Porto? Quantos já deram “um jeitinho” em algumas investigações? Quantos já deram muitos jeitinhos em muitas investigações e processos? Quantos já deram “palavrinhas” a diversos contingentes para que operassem de forma diferente aos normais procedimentos policiais?
Quantos políticos contaram com o apoio “informal” dos presidentes do Benfica e do Porto para ganharem visibilidade, posições de vantagem em eleições e altos cargos de “confiança política”? Quantos pagaram e ainda pagam esses favores?
Quantos ex-dirigentes, ex-jogadores, ex-qualquer coisas…ou familiares destes, amealharam óptimos pés-de-meia, dizendo coisas na imprensa que muito agradaram aos presidentes de Benfica e Porto?
Quantos putos e outros com mentalidade de putos, andam pela internet todo o santo dia a comentar, trolhar, baralhar, contra-informar qualquer cenário ou discussão, recebendo palmadinhas nas costas ou algo mais palpável por parte de pessoas que são “tu cá, tu lá” com os presidentes do Benfica e do Porto?

Mas o bandido, o sem carácter, o falso, o anti-cristo do futebol português não é o presidente do Benfica e do Porto. É Bruno de Carvalho, alguém que chegou ao poder de um grande (o tal com muito menos poder e influência) há 4 anos. O problema do futebol português é alguém que não consegue sequer ter qualquer tipo de “ascendente” numa imprensa que dedica a pintar a imagem descrita no início deste parágrafo. Sim esse é o “culpado”. Assunto resolvido e voltemos aos magníficos negócios, às super-estruturas, aos dotes incensuráveis e inesgotáveis de Luis Filipe Vieira e de Pinto da Costa. Porque nunca é demais limpar a desonestidade, corrupção e desconfiança que trouxeram ao futebol português, o verdadeiro património das décadas que já levam as suas vigências. Inculpáveis personas que nunca mexeram um mindinho sequer para resolver um problema que seja do nosso desporto-rei. Sim, esses é que são bons presidentes, elegíveis e sobretudo eternamente reelegíeis.


SL

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A fechar o Mercado

Pequeno resumo do que eu (e mais ninguém) acho que pode ou poderia, suceder nas próximas horas, as últimas até ao fecho de mercado:

Guarda-redes:
Patricio não foi sondado (ainda bem) e Beto até ver resistiu a ofertas de campeonatos de fim-de-carreira. Estar lá Jug ou não é indiferente - aliás podia ser emprestado.

Defesa
Temos óptimos recursos para centrais (Coates, Semedo, Oliveira e Douglas). Talvez sejam até demais para tão poucos jogos e a sair alguém seria sempre Douglas, depois do sprint final de Oliveira...o lugar de 4º central é seu (convém não esquecer que Tobias está a perder tempo e espaço no Nacional). Infelizmente o mesmo não se pode dizer nas laterais. Com a recuperação de Schelotto, o lado direito fica um pouco mais estabilizado (na próxima época haverá mais tempo e talvez mais recursos para eleger um lateral mais competente a defender) e convém não esquecer que André Geraldes faz ambas as laterais, mas na esquerda - principalmente se Marvin sair - urge a chegada de alguém. Bruno César pode ater ser solução na maioria dos jogos caseiros, mas tanto o brasileiro como Jefferson estão muito longe das exigências do Sporting.

Meio-Campo
Com as saídas de Meli (aguarda-se também a colocação de Petrovic) e de Elias, abrem-se duas vagas. Palhinha já chegou e Francisco Geraldes cai que nem gingas na vaga do brasileiro. Sobra Gauld que não consigo entender onde irá encontrar espaço para actuar (e forçá-lo na B, é neste momento contraproducente para a valorização e crescimento do escocês). Há ainda Paulista, que fazia de todo o sentido vender ou emprestar.
Nas alas, saiu Markovic e talvez também fizesse sentido fazer regressar Campbell. Sobretudo porque o costariquenho será uma não continuação no plantel, talento tem, mas o suficiente para gastar 10 milhões e mais uns quantos de salário por época...não. Ficam B.Ruiz e Gelson e sendo que o português é intocável, o recém-eleito melhor jogador da Concacaf pode ver a sua posição ameaçada principalmente por Geraldes (que arrisco dizer ser jogador suficiente para imitar João Mário na missão de interior). Matheus é para mim uma incógnita, mas tem demasiados argumentos para ficar parado mais 6 meses. Ou sai para jogar ou fica para jogar.

Ataque
Alan pode estar de saída e Spalvis é (ainda) uma carta fora do baralho. Sobram A.Ruiz, Castaignos e Dost. O argentino está a fixar-se na posição de 10 atrás do avançado, Dost é cada vez mais o abono de família da equipa sozinho na frente. Ter Castaignos para uma eventual lesão ou castigo é na minha opinião suficiente e em caso de alguma desgraça, convém não esquecer que a equipa B tem Ronaldo Tavares e Pedro Marques, mais do que suficiente para uma eventual calamidade.

SL

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Rodar baixo ou Manter alto

Todas as épocas, os 3 grandes colocam dezenas de jogadores, pulverizando atletas pela 1ª liga, aproveitando a escassez de recursos financeiros da maioria dos clubes profissionais. Quase todos os emblemas do primeiro escalão têm 3 ou 4 atletas (alguns mais) e quase todos se conseguem assumir como elementos importantes no 11 base.

Esta forma de rentabilizar os vários atletas sob contrato é muito mais vantajosa que manter jogadores na equipa B, onde competem numa divisão inferior e com muito menos visibilidade. O Porto sempre teve uma ampla rede de clubes na sua proximidade que batiam palmas quer a jogadores quer a treinadores oriundos da esfera de influência dos azuis e brancos. O Benfica começou a fazer esse trabalho há menos tempo e sobretudo na 2ª Liga e o Sporting dá desde o ano passado os primeiros passos (com algum método pelo menos) nesta ciência de "trabalhar" os empréstimos dos seus atletas mais capazes ou mais promissores.

Muitos poderão apontar que o Sporting desde sempre emprestou jogadores e que isso não é novidade. Como referi, a diferença hoje é o método e não o empréstimo em si. Desde a formação da v2.0 das equipas B, que o Sporting vivia amarrado à ideia de que um jovem jogador que saía dos Juniores teria de fazer a transição para o futebol profissional obrigatoriamente pela equipa B, onde permaneceria até entrar na 1ª equipa ou ser emprestado (ou dispensado) caso não conseguisse a promoção. Só muito recentemente o clube percebeu que tinha a pirâmide virada ao contrário. De facto a equipa B é um patamar estratégico para adaptar jogadores ao nível senior e profissional, mas não deve impedir a progressão de dois tipos de jogadores:

a) aqueles que por excepcional qualidade e maturidade, podem transitar directamente dos juniores para a equipa principal (ex: Ronaldo, Quaresma, Figo, Patrício, etc)

b) os que, apesar da qualidade não estão ainda preparados para competir ao mais alto nível, mas que têm o suficiente capital de confiança nos responsáveis leoninos para serem testados na 1ª liga.

Para qualquer um destes exemplos, a equipa B é um espaço de redundâncias, onde irão abrandar o ritmo de crescimento, muitas das vezes até retrocedendo (principalmente no patamar da motivação e auto-confiança).

Não é por acaso que os jogadores que mais recentemente se fixaram no 11 titular do Sporting, precisaram de serem emprestados e raramente (lembro-me apenas de Gelson Martins) passaram directos da equipa B para o plantel principal.

SL